Geral Atualizado em 16/11/2013, 00:01
Testemunhas de Jeová têm grupo de apoio
Londrina - Oito anos atrás, com apenas 5 anos de idade, o filho de Ellen e Marcos Antonio Rocha foi diagnosticado com uma má-formação que culminou num desvio parcial das artérias pulmonares. A única saída era uma cirurgia. Testemunhas de Jeová, os pais tiveram de procurar vários médicos até encontrarem um que usasse a técnica que não necessita de transfusão de sangue. "Ouvimos algumas críticas sobre nossa posição. Mas o que algumas pessoas não entendem é que damos tanto valor à vida que fazemos de tudo para preservá-la. E o que estivesse ao nosso alcance para buscar, iríamos atrás. Jamais meu filho ficaria sem tratamento", desabafa Rocha. Hoje, com 13 anos, Guilherme é um garoto saudável e a família comemora. Assim como os pais do menino, várias famílias são criticadas por essa posição. Muitos médicos, inclusive, ainda se recusam a realizar procedimentos nessas circunstâncias. Para que as Testemunhas de Jeová tenham sua vontade preservada, há um núcleo de seguidores da religião que auxilia os seguidores, chamado de Comissão de Ligação com Hospitais (Colih). De acordo com o advogado e membro da Colih, Dinarte Bitencourt, o grupo presta apoio gratuito e esclarecimento aos médicos com relação à posição religiosa e procedimentos alternativos que envolvam transfusão de sangue. "Hoje, a situação é bem tranquila no Brasil. A maioria dos médicos aceita e respeita nossa posição. Além disso, os próprios estudos científicos são tão avançados e, até mesmo benéficos aos pacientes, que as técnicas já são utilizadas em pacientes que não são Testemunhas de Jeová", explica. (M.T.)





