Curitiba - A Polícia Civil começou, ontem, a ouvir as testemunhas sobre o incêndio na Imcopa - Importação, Exportação e Indústria de Óleos Ltda, ocorrido na última quarta-feira, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com o delegado do município, Agenor Salgado Filho, serão ouvidas cerca de 20 pessoas, entre eles, o engenheiro de segurança da empresa e gerentes operacionais, funcionários das empreieteiras terceirizadas e testemunhas do acidente.
Segundo o delegado, o laudo da perícia que será concluído pela polícia científica vai nortear o inquérito policial, que ainda aguarda que a comissão interna de prevenção de acidentes da Imcopa elabore um realtório sobre o acidente. ''Começamos a ouvir as testemunhas, o que deve prosseguir até a próxima semana. Acredito que só a partir de segunda-feira é que teremos uma maior agilidade das investigações'', disse Salgado Filho, informando que pretende concluir o inquérito policial em 30 dias.
Familiares das vítimas fatais procuraram a delegacia em busca dos laudos de necropsias para a liberação dos corpos. De acordo com nota enviada a imprensa pela Imcopa, dois operários da empreiteira Sincroniza permanecem em estado grave na UTI do Hospital Evangélico: Onivaldo Barros, de 36 anos, que teve 50% do corpo queimado e Vinícius Vieira, de 21 anos, com 95% do corpo atingido por queimaduras de segundo e terceiro graus. Ambos sofreram queimaduras nas vias respiratórias.
Segundo a assessoria de imprensa da Imcopa, a empresa vai manter suspensa a produção para colaborar com a conclusão dos trabalhos de investigação das causas do acidente pela equipe técnica da Imcopa, permitir aos funcionários a recuperação do equilíbrio emocional, além de aumentar a segurança na conclusão das obras da nova fábrica e recuperar completamente todo o sistema de tanques com segurança.

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