Testemunhas de defesa de Maria Helena depõem na Câmara; vereadora não compareceu17/Mar, 17:20 Por Marcus Lopes São Paulo, 17 (AE) - Seis das dez testemunhas de defesa da vereadora Maria Helena (PL) prestaram depoimento hoje à comissão processante que analisa as denúncias contra a parlamentar, na Câmara Municipal. A vereadora mais uma vez não apareceu para defender-se das acusações de quebra de decoro parlamentar no processo que pode definir seu futuro no legislativo municipal. A vereadora é acusada de participação em uma tentativa de estelionato contra o vereador Salim Curiati Júnior (PPB) e de ficar com parte dos salários dos funcionários de seu gabinete, na Câmara Municipal. Também está sendo investigado o cheque em branco de um funcionário de Maria Helena encontrado em sua casa durante uma apreensão realizada no ano passado. Os trabalhos da comissão devem ser concluídos até o dia 1º de maio, quando será apresentado o relatório final que será levado para votação em plenário. Depoimentos - As testemunhas se limitaram a responder as perguntas da comissão. O primeiro a depor foi o delegado Emerenciano Dini, da Corregedoria da Polícia Civil. Contrariando as expectativas, Dini não apresentou as fitas citadas pela parlamentar em sua defesa prévia. Segundo a vereadora, as fitas são provas importantes que provam sua inocência. Dini afirmou que não está com as fitas e nem revelou o teor das gravações. Ele também disse que encontrou a vereadora três vezes, uma delas pouco antes da prisão do ex-vereador Vicente Viscome. Maria Helena teria intermediado a entrega de Viscome à polícia, por intermédio de Dini. Outro depoimento esperado foi o do padre Leporale Tommaso, da paróquia de Santana. Ele confirmou que recebia tíquetes e vales-transporte de Maria Helena, mas não sabia que era de funcionários de seu gabinete. "Achei que ela tinha acesso por ser vereadora", disse o padre. A defesa da parlamentar sustenta que os tíquetes e os vales eram oferecidos espontaneamente pelos funcionários, para serem doados para a igreja. Também foram ouvidos o ex-funcionário de Maria Helena Assis do Carmo Santos, irmão de Anísio Santos, o advogado Milton ¶ngelo, o policial militar Gilmar Rocha e o funcionário do gabinete da vereadora Milton ¶ngelo. Na quarta-feira, serão ouvidas as demais testemunhas. O advogado de Maria Helena, Laertes Torrens, considerou o resultado positivo. "As provas da defesa estão muito mais claras e ficou demonstrado que tudo que havia contra ela era apenas uma montagem", disse Torrens. A comissão enviou um ofício ao Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo) requisitando as fitas citadas por Maria Helena em sua defesa. "Queremos saber onde estão essas fitas", disse o vereador José Mentor (PT). O presidente da comissão, Paulo Frange (PTB) disse que as testemunhas foram "objetivas". "As respostas foram objetivas e corresponderam às nossas expectativas", afirmou.

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