Belo Horizonte, 17 (AE) - O depoimento de duas testemunhas, hoje, agravou a situação do cantor Alexandre Pires, líder do grupo de pagode Só Pra Contrariar, no inquérito que apura a morte de um vendedor, em Uberlândia, Triângulo Mineiro. Alexandre é suspeito de ter causado o acidente de trânsito, ocorrido dia 06, que provocou a morte do rapaz. Em seus depoimentos, o militar Weterley César Pereira e o segurança Túlio Henriques Lopes disseram ao delegado Marco Antônio Noronha que o cantor tomou doses de uísque na boate Coliseu, no bairro Mansões do Aeroporto. E que o artista deixou a boate pouco depois do amanhecer.
Quando Alexandre Pires retornava para casa, dirigindo em alta velocidade um jeep Cherokee, atingiu a traseira da moto pilotada pelo vendedor José Alves Sobrinho, de 36 anos. Sobrinho morreu três dias depois, em razão dos ferimentos. O cantor deixou o local em outro carro, antes da chegada da polícia e sem prestar socorro à vítima, o que foi feito por seu irmão, Fernando Pires. A família do músico garantiu à polícia que ele não estava bêbado e que não permaneceu no local por ter ficado "abalado emocionalmente".
Segundo o delegado Noronha, o cantor deve ser ouvido no próximo dia 24. Alexandre Pires pode ser indiciado por homicídio culposo. Parentes de Sobrinho anunciaram que vão entrar na Justiça, pedindo indenização ao músico.

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