Testemunhas afirmam que investigador fez cinco disparos
São Paulo, 26 (AE) - A Divisão de Crimes Funcionais da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo começou a ouvir hoje as 14 testemunhas da morte de Pablo Ressude, de 9 anos, domingo(21) . Os depoimentos fazem parte da sindicância aberta para apurar o comportamento do delegado José Roberto Toledo Rodrigues, do 45.º DP, na Vila Brasilândia, que não prendeu em flagrante nem indiciou por homicídio doloso o investigador Antônio Marcelo Jordão Pacheco, acusado de ter feito o disparo que atingiu Pablo na cabeça. As testemunhas afirmam que Pacheco deu cinco tiros, ele disse ter sido um.
Os depoimentos começaram às 10 horas e até às 17h30 haviam sido ouvidas nove testemunhas. De acordo com o promotor Gabriel Zacarias Inellas, do Serviço Auxiliar de Informações do Ministério Público Estadual (MPE), que acompanhou os depoimentos
as testemunhas garantiram que o policial fez cinco disparos, todos em sequência. Ele teria atirado através de uma pequena janela basculante, de onde se avistava o portão de aço da casa.
As testemunhas apresentaram um projétil encontrado perto do portão da casa do investigador e o fragmento de outro projétil que furou a porta de vidro e foi alojar-se na parede de uma casa vizinha, em frente a casa do policial. De acordo com Inellas, os depoimentos derrubam a versão do policial de que teria feito apenas um disparo no chão do quintal e, que o projétil, resvalou e saiu por uma fresta do portão, atingindo Pablo.





