Testemunhas acusam Exército de massacre em Aceh
Lhokseumawe, Indonésia, 26 (AE-AP) - Tropas indonésias executaram 41 pessoas depois de um ataque realizado sábado numa aldeia distante da província de Aceh, acusaram hoje testemunhas e ativistas de direitos humanos. Segundo o Exército, entretanto, todos os mortos faziam parte da guerrilha separatista.
De acordo com o coronel Syarifudin Tippe, um líder separatista estava entre os mortos em consequência do ataque numa base rebelde na aldeia de Beutong, aproximadamente 200 quilômetros a sudeste da cidade de Banda Aceh.
O militar identificou o homem como Tengku Bantaqiah, um ex-prisioneiro político libertado recentemente depois de servir uma pena de 19 anos por sedição.
Entretanto, Jacob Hamzah, o presidente de um grupo de direitos humanos local, afirmou que pelo menos 41 pessoas foram mortas e outras 10 ficaram feridas.
"Não houve tiroteio. As pessoas foram mortas depois de serem ordenadas a saírem de uma sala de aula (de uma escola islâmica)", disse Hamzah, da Fundação de Ajuda Legal Iskandar Muda. Aldeãos locais confirmaram a versão de Hamzah.
Também na província de Muluku, quatro pessoas morreram hoje em conflitos religiosos, informou a polícia. Segundo o coronel Gufron, chefe da delegacia de polícia da capital Ambon, todas as vítimas foram encontradas mortas em Poka, uma cidade localizada na baía de Ambon.
Gufron recusou-se a fornecer maiores detalhes sobre a matança.





