Testemunha presa na audiência de Caso Amanda
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Londrina - Durou cerca de oito horas a audiência sobre o assassinato da universitária Amanda Rossi, 22 anos, que havia sido interrompido na última segunda-feira e deve ter continuidade no próximo dia 3 de junho. Uma das testemunhas de defesa, Rodrigo Henrique Nascimento foi preso por falso testemunho e deixou o Fórum no começo da tarde. A juíza da 1ªVara Criminal, Elisabeth Khater, reforçou a determinação de segredo de Justiça no processo cobrindo a porta principal do Tribunal do Júri com papel escuro para impedir que a audiência pudesse ser vista do lado externo do prédio.
A promotora da 1ªVara Criminal, Suzana de Lacerda, informou que o teor do depoimento da testemunha que foi presa não pode ser declarado, mas explicou que os casos de prisão por falso testemunho acontecem quando a pessoa omite, falta com a verdade ou contribui para que a verdade não chegue até a Justiça. Ele foi preso e terá o direito de constituir sua defesa e tudo mais, disse.
Novamente, familiares de Amanda Rossi compareceram ontem ao Fórum vestindo camisetas com fotos da jovem. A mãe da estudante, Maria Francisca Rossi, não pode entrar na sala de audiências e, durante a manhã, permaneceu do lado de fora do tribunal, ao lado de familiares dos acusados. Os réus Alan Aparecido Henrique, 34, Luiz Vieira da Rocha, 29, e Dayane de Azevedo, 24, chegaram às 8h50, algemados. Os dois rapazes foram transportados na viatura da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), onde estão presos. Dayane veio em uma viatura da Polícia Militar, trazida do 3º Distrito Policial (DP), onde está detida.
Durante toda a tarde profissionais da imprensa permaneceram do lado de fora da 1ªVara Criminal. Ao todo foram convocadas 28 testemunhas, 16 de acusação e 12 de defesa. Uma delas, a vendedora Michele Cristiane Miechotek, falou rapidamente à imprensa e contou o que já havia relatado à polícia anteriormente. Eu estava com os meninos e com a Dayane no dia da morte da Amanda, numa festa à fantasia e ficamos por lá até a meia-noite. Não posso falar mais que isso mas acho impossível alguém estar em dois lugares ao mesmo tempo, comentou em defesa dos réus.
Segundo a promotora, a audiência foi interrompida porque duas testemunhas da defesa não haviam sido intimadas e a defesa insistiu na presença delas. Agora faltam apenas serem ouvidas as duas testemunhas da defesa e os três réus que ainda não foram ouvidos. Isso tudo deve acontece na próxima audiência e daí sim a juíza deverá decidir se eles serão levados à júri popular, finalizou.(Colaborou Carolina Avansini)


