Testemunha de assassinato não reconhece suspeitos
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segunda-feira, 11 de outubro de 1999
Por Marcelo Godoy 
São Paulo, 12 (AE) - A principal testemunha do assassinato do tenente-coronel Alex Rondon Lourenço, de 45 anos, não reconheceu os dois suspeitos do crime detidos pela polícia - C.H.C. tentou reconhecer os dois homens na madrugada de hoje, no 69.º Distrito Policial (DP). Os dois foram liberados, em seguida
pela polícia. Eles estavam num ponto de ônibus, próximo do local do crime. Rondon será enterrado amanhã (13), às 9 horas, no Cemitério do Araçá, em São Paulo. Ele era separado e tinha dois filhos - André, de 19 anos, e Alan, de 9. O oficial estava havia um ano e quatro meses à frente do 32.º Batalhão da PM do Interior (BPM-I), com sede em Assis, no interior de São Paulo. Antes de ser promovido a tenente-coronel, havia trabalhado na Diretoria de Pessoal, no Setor de Informática.
Em Assis, ele dormia no quartel. "Ele era uma pessoa generosa e preocupada com as questões da PM", disse o major Edson Guerino Guido de Moraes, subcomandante do 32.º Batalhão. Na tarde de ontem (11), Rondon deixou a cidade e veio a São Paulo visitar os filhos no feriado, Dia de Nossa Senhora Aparecida. Antes de ir para casa, deu uma carona no Palio de propriedade dele à policial Márcia Aparecida Almeida Amaral Pacheco, de 33 anos, que trabalha na Diretoria da Ensino da PM.
O oficial estava perto da casa da policial, na zona leste, quando foram abordados por dois homens armados que os mandaram descer do Palio e encostar num muro. A policial estava fardada e tentou reagir, sacando o revólver calibre 38. Os bandidos deram sete tiros em Rondon, que morreu. A policial levou dois tiros e caiu. Então, os criminosos caminharam na direção dele e dispararam um terceiro tiro, na cabeça. Ela foi achada com a arma na mão.
Em seguida, fugiram levando o carro do tenente-coronel e duas armas do oficial. No começo da manhã de hoje, segundo o major, o carro do oficial foi achado abandonado. De acordo com a PM, até o fim da tarde de hoje, a policial permanecia internada no Hospital Santa Marcelina. O estado de saúde dela era grave. A investigação do crime será feita pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa.


