Testemunha da CPI chega amanhã a SP para identificar policiais
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segunda-feira, 03 de abril de 2000
Por Vera Freire 
São Paulo, 04 (AE) - A testemunha da CPI do Narcotráfico, que utiliza o nome fictício de Laércio da Cunha, chega amanhã (05) a São Paulo, sob proteção da Polícia Federal, para identificar pessoas e policiais envolvidos em corrupção, além de apontar os locais nos quais atuavam os criminosos.
O relator da CPI, deputado Celso Russomano (PPB-SP), afirmou que Cunha decidiu entregar-se à comissão porque foi "jurado de morte" por policiais do Departamento de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Depatri). Os nomes não foram revelados.
A corregedoria da Polícia Civil identificou mais um policial denunciado à CPI: o carceiro do 63.º Distrito Policial,Laurindo Marques. Também foi ouvido o investigador Marcelo Fernandes de Andrade. Como os denunciados foram identificados somente pelo primeiro nome ou apelido e no 63º DP existem dois policiais de nome Marcelo, por precaução amanhã (05) e será a vez do investigador Marcelo Silva Lizer apresentar-se.
Andrade e Marques afirmaram ao delegado que preside o inquérito, Antonio do Carmo Freire de Souza, que são inocentes e que não conhecem Cunha. Até o momento 13 dos 15 policiais denunciados foram identificados, sendo que 9 pertencem ao Depatri, 3 ao 63.º e um é soldado da Polícia Militar. Cunha e os policiais devem ficar cara a cara na próxima semana. A CPI estará em São Paulo entre os dias 11 e 14 .
O relator da CPI entregou à corregedoria da Polícia Civil a carteira de identidade falsa utilizada por Cunha. Ele afirma que policiais teriam auxiliado na falsificação do documento. Russomano esteve com o ouvidor da polícia, Benedito Domingos Mariano: "A CPI vai priorizar sete cidades no Estado e fornecer as denúncias de tráfico recebidas."


