Agência Estado
De Belo Horizonte
A Polícia Civil de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, começou a ouvir ontem as testemunhas do acidente em que o cantor e líder do grupo de pagode Só Pra Contrariar, Alexandre Pires, bateu na moto do vendedor José Alves Sobrinho.
O acidente aconteceu domingo e o vendedor morreu na quanta-feira, depois de ficar três dias internado no Hospital de Clínicas da cidade. Uma das testemunhas ouvidas disse que o cantor estava em alta velocidade.
Alexandre Pires pode ser indiciado por homicídio culposo já que, além de ter deixado o local sem prestar socorro à vítima, estaria trafegando em alta velocidade e sob suspeita de embriaguez. Segundo o delegado Marco Antônio Noronha, o comerciante Joás Pereira Rosa viu o acidente.
‘‘Ele nos disse que o cantor estava em altíssima velocidade e que a vítima estava de capacete’’, afirmou o policial. A segunda testemunha, Sebastião Bastos Pacheco, chegou ao local logo depois da batida e confirmou a versão de Alexandre Pires e de seu irmão, Fernando, que o acompanhava no carro.
O cantor alegou que se sentiu mal e, por isso, teve de ser levado para uma clínica antes da chegada da polícia, deixando para Fernando a tarefa de socorrer a vítima.
‘‘A testemunha teve contato com Alexandre logo após o acidente e disse que o cantor estava abalado emocionalmente, estava pálido e não apresentava sinais de embriaguez’’, relatou Noronha.
Na próxima quarta-feira o delegado deve receber laudo da perícia técnica sobre o caso. O cantor pagou todas as despesas médicas e funerárias da família de Sobrinho.
Ainda não foi definida a data do depoimento de Alexandre Pires. O advogado Jorge Luís Pereira, contratado pela família de Sobrinho, confirmou que está aguardando um contato com o advogado de Alexandre, Antônio Caixeta. Ele quer discutir um ‘‘acordo’’ para evitar que os parentes do vendedor peçam indenização na Justiça.

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