Rio de Janeiro Em depoimento ontem na Polícia Federal, a dona de casa Rosinete de Souza declarou ter visto o técnico de enfermagem Abraão José Bueno aplicar uma injeção no soro do seu filho Lucas, de 2 anos e oito meses no dia 30 de setembro, no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 20 dias depois, a criança morreu. ''Ele antecipou a morte do meu filho'', acusou a mãe. A criança tinha um tumor cerebral.
A PF afirmou já ter provas de que Bueno, que é acusado de injetar sedativos nos pacientes, provocou a morte de pelo menos três crianças, inclusive Lucas, no Instituto. O delegado Ronaldo Menezes deverá indiciá-lo sob acusação de triplo homicídio e tentativa de homicídio contra outras 17 crianças. O acusado permanece preso na carceragem da Polinter, no centro da cidade.
A PF também está investigando se Bueno aplicou sedativos em pacientes que morreram ou tiveram paradas respiratórias no hospital Miguel Couto, onde ele trabalhava.

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