Washington, 26 (AE) - As suspeitas sobre os casos extraconjugais de Thomas Jefferson, o autor da Declaração de Independência dos Estados Unidos, foram confirmadas séculos depois de ele ter sido eleito terceiro presidente da República.
Há 86 anos, os 700 descendentes brancos desse herói e de sua mulher, Martha, formaram a Associação Monticello, cujos membros têm um encontro anual e o direito de enterrar seus mortos num cemitério privado.
Este ano, pela primeira vez, os descendentes negros de Jefferson participaram da reunião - graças a uma carteirinha outorgada pelo DNA.
O teste de DNA provou que Jefferson, o liberal, era amante de Sally Hemmings, sua escrava. Pelo menos um de seus filhos, Eston
é também filho de Jefferson. Essa é a conclusão da comparação de células dos descendentes da escrava e do presidente.
Este ano, o encontro foi constrangedor: brancos descobriam que tinham primos negros. Muitos contestaram, mas outros argumentam que o DNA deve ter a autoridade de reescrever a história, seja ela qual for. Até hoje o teste foi pouco usado, especialmente por causa do preço - custava US$ 5 mil e levava 16 semanas para ser realizado. Hoje, custa US$ 80 e o resultado sai em 72 horas.

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