Londrina – O problema da sujeira provocada por pombos no terminal de ônibus do Distrito de Irerê (zona sul de Londrina) pode estar com os dias contados. Técnicos de uma empresa especializada, que fez parceria com a administração municipal, terminam hoje a instalação de um reator eletromagnético que funciona como repelente de aves. O equipamento emite ondas eletromagnéticas que atingem o mineral magnetita existente no bico dos pombos, o que causa desconforto e espanta os animais.
O reator vai funcionar por 30 dias em fase de testes. Por ser um ambiente coberto, a expectativa é de que os primeiros resultados sejam verificados em até 48 horas. Na quarta-feira, a empresa instalou o equipamento na Praça Sete de Setembro, no centro de Londrina.
De acordo com o responsável pela empresa Robotx, Cléber Garcia, a eficiência em ambientes cobertos já foi testada e, por isso, é possível "garantir que no terminal de Irerê o problema será resolvido". Por outro lado, o reator nunca foi testado em áreas abertas como a Praça de Setembro, o que torna o resultado do testo no centro "uma incógnita".
Para os usuários do terminal de Irerê, a sujeira causada pelos pombos é um problema que exige providências urgentes do poder público. A diarista Aldeneide Fernandes da Silva já foi atingida por fezes de pombo enquanto aguardava o ônibus no terminal. "A sorte é que eu já estava voltando para a minha casa e pude limpar a sujeira lá, mas caso contrário iria me complicar a vida", destacou.
Outra diarista, Tânia Daiane Pinto, relatou que também já foi atingida no cabelo quando estava perto do orelhão do terminal e precisou lavar a cabeça no banheiro do local. "Já vi gente que escorregou aqui com a sujeira das pombas, principalmente em dias de chuva, mas no dia que me sujou a cabeça fiquei com muita raiva", lembrou.
A faxineira Alcione de Souza Santos, que trabalha no terminal, relatou que tempos atrás as pombas estavam mergulhando na caixa d’água que abastece os banheiros e bebedouros do local. "Na época não tinha tampa e as pombas entravam na caixa", disse. Para acabar com esse problema, uma lona plástica foi usada para tampar a caixa. "A sujeira que eles fazem no terminal é grande. Eu limpo aqui quatro vezes por dia e a cada vez as pombas deixam tudo sujo", lamentou.
O comerciante do quiosque do terminal, Roberto Januário, estima que cerca de 200 pombos circulam pelo espaço. "Fica um ‘fervo’ de pombas e o chão fica repleto de fezes, principalmente na cobertura metálica das instalações do terminal."
Quem passa pelo local percebe que há vários ninhos espalhados ao longo da cobertura metálica e em alguns pontos as calhas já estão corroídas.
O secretário municipal do Ambiente, Cleuber Brito, disse que estuda, além do repelente magnético, a colocação de telas para impedir a circulação das aves no terminal. "O mais importante para mim é a eficiência, e não o custo. Se for mais eficaz, por que não adotá-lo?", declarou.

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