Ribeirão Preto (SP), 01 (AE) - A Tess vai começar a explorar a banda B da telefonia celular em Ribeirão Preto a partir de abril, mas ainda não informa qual o volume de investimentos previstos para esta região. No total do interior do Estado de São Paulo, o consórcio Tess - formado pelo grupo europeu Telia Overseas, pela Eriline, que reúne três empresas paulistas e pelo Grupo Algar -, vai investir R$ 2,5 milhões até o final do ano 2000.
Em Ribeirão, os planos da empresa são de abocanhar já no primeiro mês de operação uma fatia de pelo menos 25% dos clientes de celulares da Ceterp, que hoje possui um total de 70 mil aparelhos habilitados.
Segundo a assessoria da Tess, o valor da habilitação deverá ser o mesmo já divulgado em Campinas, de R$ 276,43. Os celulares analógicos da Ceterp custam R$ 98 e os semidigitais R$ 63,00. A taxa de assinatura da Tess no entanto será mais barata do que a da Ceterp, R$ 33,17, contra os R$ 35,00 da empresa de Ribeirão Preto. As bandas A e B da telefonia celular são diferenciadas pela linha de frequência em que atuam.
O presidente da Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (Ceterp), Ruy Salgado Ribeiro, afirmou hoje que, para sobreviver no mercado, a empresa precisa ser privatizada antes de abril, quando deve entrar em Ribeirão Preto o consórcio Tess, que vai explorar a banda B da telefonia celular.
Segundo Ribeiro, a Ceterp tem condições de enfrentar "medianamente" a concorrência com promoções e com qualidade de atendimento. "Mas o ideal seria que a privatização ocorresse antes. Isso, é claro, está dependendo apenas de um comprador e de melhorias de condições do mercado financeiro", disse o presidente da empresa.
Em sua opinião, a privatização foi prejudicada por conta das turbulências que agitaram o mercado financeiro desde agosto do ano passado. "Todos perderam interesse em fazer grandes investimentos", disse.
O delegado regional do Conselho Regional de Economia (Corecon), Afonso Reis Duarte, também integrante do conselho administrativo da Ceterp, disse que a expectativa da empresa é perder pelo menos 25% de seus clientes com a entrada do consórcio Tess para a exploração da banda B da telefonia celular em Ribeirão Preto.
Segundo Duarte, a tendência é "normal e vem acontecendo em todos os lugares do mundo". Ele acredita, no entanto, que a empresa está se preparando "corretamente" para enfrentar a concorrência com investimentos pesados principalmente na digitalização da planta oferecida.
"Hoje a Ceterp possui o maior número de telefones per capita na região que atua, se comparada com qualquer das empresas de telefonia em qualquer região do País. Isso vai continuar se mantendo. A diferença é que a empresa vai enfrentar a concorrência e precisa estar preparada para isso com agilidade nos serviços", afirmou.Por Kelly Lima ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca amplia informações, do primeiro ao terceiro parágrafos.

mockup