Tesouro recebe este mês R$ 1,473 bi da telefonia celular
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quinta-feira, 06 de abril de 2000
Por Leandra Peres e Roberto Cordeiro 
Brasília, 07 (AE) - O Tesouro Nacional vai receber este mês R$ 1,473 bilhão das empresas que ganharam a concorrência da Banda B da telefonia celular há três anos. O pagamento, referente à segunda parcela da concessão, significará um alívio no caixa do governo, que também terá um reforço considerável com o pagamento da primeira cota do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF). A entrada de receitas extraordinárias manterá a tendência dos bons resultados nas contas do Tesouro Nacional, que já acumula um superávit de R$ 2,9 bilhões até fevereiro.
A expectativa da equipe econômica é que em março o Tesouro registre um superávit primário, resultado que não inclui o pagamento de juros, superior a R$ 2 bilhões, pois no mês passado as empresas pagaram a primeira cota ou cota única do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas. Este mês, as receitas da Banda B e do IRPF terão impacto bastante positivo, embora não haja ainda uma previsão do resultado.
O pagamento da Banda B da telefonia celular já foi feito pela Algar, que ganhou a concessão no Rio de Janeiro e Espírito Santo, e pela Vicunha, em Minas Gerais. A Global Telecom, que opera no Paraná e Santa Catarina, e a Telet, do Rio Grande do Sul, ainda vão quitar a dívida este mês. Juntas, elas pagaram R$ 518 milhões em juros acumulados desde o leilão até agora e outros 955 milhões relativos ao valor da concorrência.
Este ano o Tesouro Nacional ainda tem R$ 62 milhões a receber das empresas da Banda B, sem contar os juros acumulados. No ano passado, a receita extraordinária com a telefonia celular foi de R$ 1 bilhão. No ano que vem as empresas estarão quitando a última parcela da concessão e os cálculos são de que o governo receba R$ 904,9 milhões mais juros correspondentes a 12% acima da variação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas.


