Brasília, 31 (AE) - O secretário do Tesouro Nacional, Fábio Barbosa, informou hoje que o segundo leilão de venda das Notas do Tesouro Nacional da série C (NTN-C), realizado hoje, resultou na venda integral dos papéis ofertados, no valor de R$ 1 bilhão. Na sua avaliação, o resultado "demonstrou apetite do mercado pelos títulos de longo prazo e o apreço pelos papéis que são pejorativamente chamados de títulos podres".
A demanda, segundo ele, superou a oferta em 2,07 vezes. Foram vendidos R$ 557,3 milhões em NTN-C com prazo de três anos. Esses papéis receberam 79 propostas, das quais 16 foram aceitas. O juro do papel, que havia atingido 12% no primeiro leilão, em dezembro, caiu desta vez para 11,2%.
Foram vendidos também R$ 442,7 milhões em NTN-C com prazo de sete anos. Esses títulos tiveram 15 propostas, das quais o Tesouro aceitou sete. O juro desses papéis, que em dezembro havia sido de 12,5% ao ano, caiu agora para 12%.
O secretário informou ainda que 25,84% dos títulos foram adquiridos mediante a troca de créditos securitizados, índice superior aos 20,97% do leilão anterior. Esta troca atingiu 39 11% nas NTN-C de três anos e 5,84% nas de sete anos. O restante das NTN-C foi adquirido em dinheiro vivo.
Segundo Barbosa, a troca gerou um alongamento no vencimento da dívida envolvida na operação de 9,7 meses nas NTN-C de três anos e de 1,4 mês nas de sete anos, resultando num alongamento médio de 8,9 meses. A operação teve como resultado uma economia total de R$ 50,3 milhões, sendo R$ 43 milhões na redução do estoque da dívida e R$ 7,3 milhões no pagamento de juros. A redução do estoque foi de R$ 24,3 milhões nos papéis de três anos e de R$ 18,7 milhões nos de sete anos. A redução no fluxo de pagamento de juros foi de R$ 5,8 milhões nos três anos e de R$ 1,5 milhão nos de sete anos.
Além de permitir essa troca, esses leilões de NTN-C têm também o objetivo de dar uma referência de longo prazo ao mercado. Ele avalia que havia uma grande dispersão de taxas nas operações de prazo mais longo. O secretário informou que, dependendo do comportamento do mercado no próximo leilão, previsto para 29 de fevereiro, o Tesouro deverá, em março ou abril, retomar essas ofertas de papéis com prazos ainda mais longos.

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