Tesouro emite mais títulos e paga mais juros
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terça-feira, 20 de julho de 1999
Por Lu Aiko Otta e Soraya de Alencar 
Brasília, 21 (AE) - A dívida líquida do Tesouro Nacional em poder do mercado cresceu 3,9% em junho na comparação com maio
atingindo um saldo de R$ 178,507 bilhões, o equivalente a 19,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do período. Os dados foram divulgados hoje pelo secretário do Tesouro Nacional, Fábio Barbosa. "Decorre do aumento dos encargos sobre a dívida e de emissões líquidas realizadas em junho", comentou. As emissões líquidas realizadas em junho chegaram a R$ 2,7 bilhões.
Fábio Barbosa disse que cresceu a participação dos títulos prefixados, as Letras do Tesouro Nacional (LTN), na composição da dívida mobiliária do Tesouro. Em maio, elas representavam 3,9% do total. Em junho, subiram para 6%.
A trajetória de crescimento da participação das LTN, porém, deverá ser interrompida em julho, pois, desde a semana passada o Tesouro deixou de leiloar esse tipo de papel, dada a deterioração das expectativas do mercado.
O prazo médio dos papéis do Tesouro chegou a 10,63 meses em junho. "Não tenho notícia recente de um prazo tão longo", comentou o secretário.
Ele explicou que os prazos maiores são consequência da estratégia de alongar os prazos de vencimento das Letras Financeiras do Tesouro (LFT), os papéis pós-fixados do Tesouro. Atualmente, as LFT são vendidas com prazo de dois anos.
Em junho, o saldo da dívida externa ficou em R$ 110,674 bilhões. Foram amortizados R$ 1,5 bilhão em bônus IDU, o equivalente a US$ 826,3 milhões, e parte do principal da dívida brasileira com o Clube de Paris. O Tesouro resgatou, ainda, R$ 283,6 milhões em bônus Eurolibra, emitidos em 1996. O valor equivale a 100 milhões de libras esterlinas.


