A idéia de que a proposta do governo federal de desmilitarizar as PMs vai favorecer a ‘‘infiltração’’ do sindicalismo nas tropas e estimular a realização de greves, debatida na abertura do encontro pelo coronel Luiz Fernando de Lara, comandante da PM paranaense e presidente do Conselho Nacional dos Comandantes, foi novamente defendida ontem.
O coronel Manoel de Jesus Moreira Bastos, comandante da PM no Maranhão, disse que a desmilitarização é a oportunidade para a atuação de movimentos sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT). ‘‘É pegar 500 mil homens e jogar no prato dos sindicatos’’, declarou o coronel em entrevista.
Bastos disse que durante o movimento grevista realizado há cerca de um mês pelas PMs de muitos estados brasileiros, o presidente da Associação de Cabos e Soldados do Maranhão o procurou para reclamar que estava sofrendo ‘‘pressões de políticos vinculados ao PT’’ e sindicalistas da CUT. ‘‘O cargo reivindicatório deve ficar a cargo dos comandantes gerais, senão se cria um poder paralelo’’, afirmou o coronel.
A proposta também foi criticada pelo coronel Claudionor Lisboa, comandante geral da PM paulista. Segundo ele, as duas propostas já foram apresentadas em 1995 e reprovadas pelo Congresso. (Valmir Denardin)

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