Kátia Brasil
Agência Estado
De Manaus
O terreno que sustentava o Porto do Cordeiro, no bairro Colônia Oliveira Machado, na zona sul de Manaus, cedeu ontem, por volta das 10 horas, afundando sete barcos e duas balsas. Oito pessoas ficaram feridas e 20 estão desaparecidas. O deslizamento do aterro foi em uma área de 200 metros de extensão na margem do Rio Negro, onde havia três portos de carga e descarga de empresas privadas.
Na hora do acidente trabalhadores de balsas, caminhões e barcos trabalhavam no despacho de mercadorias, entre as quais, petróleo, veículos, bebidas, gás combustível e alimentos. No local havia 17 balsas e dezenas de pequenas embarcações. Um grande redemoinho se formou durante o desabamento do porto, que teria sido construído sobre um aterro, de forma inadequada.
‘‘Não sei como sobrevivi’’, disse o marinheiro Raimundo de Souza Portela, de 37 anos, que trabalha na Balsa Copa Boa. ‘‘O barranco cedeu e pulei dentro do rio’’, contou José Ribamar Torres, de 32 anos. Segundo Torres, seu colega Francisco Coelho, 27 anos, ficou preso dentro do barco que afundou.
Por volta das 13h25 a terra voltou a deslizar no lado direito do porto.

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