México, 5 (AE-ANSA) - Os terremotos causaram mais de 2.100.00 de mortes neste século como consequência das grandes concentrações populacionais e das altas construções, fatores diretos da vulnerabilidade das atuais comunidades do planeta.
Quem fez tal afirmação foi o pesquisador mexicano Carlos Valdés, ex-diretor do Serviço Sismológico Nacional (SSN), ao destacar que a cifra de mortos até agora neste século é muito superior a do século passado, quando houve 850.000 vítimas fatais.
China, Japão, Índia, México e Irã, países com alta concentração populacional, estão entre as nações mais afetadas pelos fortes sismos que provocaram grandes danos, disse Valdés à ANSA. Segundo ele, as cifras foram levantadas pelo Centro Nacional de Informação Geofísica de Boulder, Colorado, Estados Unidos, numa pesquisa acerca da frequência dos movimentos da Terra no fim deste milênio.
A pesquisa mexicana, que recoletou os dados do Centro de Geofísica de Colorado sobre terremotos que causaram mais de 1000 vítimas - visa contribuir para a adoção de medidas de proteção contra os tremores no México, país com elevada sismicidade.
Numa segunda etapa o estudo pretende realizar a análise comparativa da dimensão dos danos causados por terremotos (em número de vítimas) com o crescimento populacional, explicou o pesquisador.
Segundo ele, a pesquisa surge num momento em que aumenta a inquietação popular quanto a um suposto aumento da frequencia de terrremotos devastadores.
Na quinta-feira passada o México viveu efeitos de um tremor de 7,4 pontos na escala Richter, que causou a morte de 27 pessoas no estado de Oaxaca. Mas foi em 19 de setembro de 1985 que o país teve sua pior tragédia, um terremoto de 8,2 graus na escala Richter, no qual morreram mais de 6.000 pessoas segundo o governo, e de 20.000 segundo dados extra-oficiais, a maioria na capital mexicana.

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