A igreja de Sant'Ana foi seriamente afetada pelo tremor
Roma - O terremoto ocorrido na madrugada de ontem na ilha italiana de Sicília (sul) causou três mortes e numerosos prejuízos materiais, entre eles graves danos à igreja de Sant'Ana e à sede do parlamento siciliano (Palazzo dei Normanni), segundo informaram fontes oficiais.
O epicentro do tremor, que teve uma magnitude de 5,6 graus na escala aberta de Richter e que durou uns 40 segundos, foi detectado no mar Tirreno e sentido em diversos pontos da ilha, principalmente na capital, Palermo, às 3h21 (10h21 de Brasília, de quinta-feira).
Santo Lima, de 48 anos, morreu enquanto ajudava sua família a deixar a casa e dois idosos morreram em consequência de paradas cardíacas por choque emocional. Centenas de pessoas com problemas cardíacos lotaram os serviços de emergência da região. Cerca de dez pessoas ficaram feridas na queda de objetos ou desprendimentos produzidos pelo terremoto, entre elas uma criança de 4 anos.
Muitas famílias passaram a noite fora de seus lares, acampados em parques e espaços abertos da cidade, por medo de novos abalos.
A igreja de Sant'Ana, de 1560, situada no centro da capital siciliana, foi o monumento palermita mais danificado, com graves danos principalmente em seu altar principal e nos afrescos do pintor Vito D'Anna.
O ''Palazzo dei Normanni'', sede do Parlamento siciliano, também teve grandes danos em sua estrutura, por isso fechou suas portas ao público.
O assessor regional de Bens Culturais, Fabio Granata, assegurou que já foram iniciados todos os mecanismos necessários para ''avaliar os eventuais danos provocados pelo terremoto ao patrimônio artístico e monumental''.
Por sua vez, Alessandro Amato, especialista do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), afirmou que ''os abalos sísmicos podem se repetir nos próximos meses, mas com menor intensidade''.

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