Roma - Pelo menos nove pessoas morreram ontem (seis crianças e três adultos) durante um violento terremoto que, entre outros estragos, causou a queda do teto de uma escola do povoado de San Giuliano di Puglia, no sul da Itália.
Inicialmente cerca de 50 crianças, de três a seis anos, ficaram presas sob os escombros, disseram bombeiros de Campobasso, capital da região de Molise, afetada por um tremor de 5,4 graus na escala Richter.
Aproximadamente 20 crianças haviam sido resgatadas com vida até o final da tarde. Desse total, oito estão em estado crítico, segundo os bombeiros.
De acordo com o vice-presidente da região, Aldo Patricello, que está coordenando os trabalhos de resgate, foram enviadas equipes com 50 cachorros especializados em resgate de vítimas. O Ministério do Interior enviou ao local três helicópteros e 200 bombeiros de regiões vizinhas.
No total seis tremores de várias magnitudes foram registrados no sul da Itália desde as 7h32 (horário de Brasília), quando foi sentido o primeiro sismo de 5,4 graus na escala Richter.
O epicentro do primeiro tremor foi perto de Campobasso, 226 quilômetros ao sudeste de Roma. A prefeitura da capital regional anunciou que prédios antigos caíram no centro histórico de Campobasso e em outras cinco localidades próximas.
Etna - O local do terremoto é distante da Sicília, onde tremores provocados pelo Monte Etna, o maior e mais ativo vulcão da Europa, entrou em erupção no domingo.
O terremoto de ontem não têm nenhuma relação com a erupção do vulcão Etna. A afirmação é do sismólogo alemão Peter Bormann, do centro geológico de Potsdam, na Alemanha. ''A região central dos Apeninos constitui uma zona geológica própria que não interage com a região do Etna'', disse Bormann.
Terremotos de magnitude em torno de cinco graus da escala Richter acontecem no centro da Itália entre três e cinco anos. ''Todos os Apeninos são uma zona sísmica'', afirma.
Outro elemento que comprova que não existe relação entre as duas regiões, segundo Bormann, é o de que o tremor de pequena intensidade próximo ao Etna não pode provocar um tremor mais forte a centenas de quilômetros de distância.

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