Terremoto devastou "linha de desenvolvimento" da Turquia
Ancara, 18 (AE-ANSA) - O terremoto que sacudiu a Turquia na terça- feira e deixou dezenas de milhares de vítimas agravou a delicada situação na qual se encontra o país há algum tempo.
"Devastada a linha vital da Turquia", escreveu hoje um diário local, que informou que as províncias afetadas pelo terremoto (Istambul, Izmit, Bursa, Sakarya, Eskisehir e Chanakkale) são responsáveis por 35% da economia turca e ainda mais (45%) da indústria.
Apenas Istambul abriga 50% de todas as atividades financeiras do país e 22% do Produto Interno Bruto.
A economia turca se encontra há algum tempo em uma fase difícil, sobretudo em vista da contração da produção, uma inflação que se nega a abaixar e uma forte diminuição do turismo.
As fábricas e estabelecimentos poderão retornar ao trabalho apenas dentro de várias semanas, quando serão restabelecidas as linhas telefônicas e toda a infra-estrutura energética e de comunicações como, por exemplo, as rodovias e linhas férreas.
Neste contexto, as autoridades anunciaram hoje que a Bolsa de Istambul permanecerá fechada até a próxima terça-feira.
No momento, o "perigo mais grave" é a grande refinaria de Tupras em Izmit, que continuava hoje pegando fogo, com as chamas já tendo chegado a oito das grandes cisternas petroleiras da instalação, informou o primeiro-ministro Bulent Ecevit.
"Estamos diante da maior calamidade natural dos últimos anos, que parou a vida econômica da região do Mar de Marmar, a linha vital da economia turca", publicou por seu lado o diário Hurriyet, depois de destacar que grande parte da indústria do país interrompeu sua produção.
O comércio, acrescentou o diário, reduziu sensivelmente suas atividades em vista de problemas com a eletricidade, telecomunicações, a falta de água e o bloqueio das principais rodovias.
O terremoto foi, em outras palavras, um duro golpe para as aspirações da Turquia, que nos últimos anos viveu um impressionante desenvolvimento econômico e é uma potência regional.
E há muito tempo a Turquia almeja ingressar na União Européia.





