Os dados são da Organização das Nações Unidas (ONU): a cada dia, nascem 240 mil pessoas no mundo, média de 167 por minuto; e as projeções levam à previsão de que o número de habitantes saltará dos atuais 5,9 bilhões (dados de 97) para 6 bilhões em 1999. O relatório da ONU arrisca até a data: 16 de junho, e indica que aumentará substancialmente o número de jovens entre 15 e 24 anos e idosos com mais de 65 anos.
Ainda segundo a ONU, cerca de um milhão de pessoas em todo o mundo estarão completando 60 anos de idade, até o ano 2000, e a parcela de habitantes com mais de 80 anos terá um aumento de 54% em relação a 1980.
Diante desse quadro, o relatório aconselha os governos de todo o mundo a redobrar as atenções dispensadas aos jovens e velhos. No primeiro caso, as necessidades mais urgentes estão situadas nos setores de educação, trabalho e saúde. No segundo, a assistência social e o atendimento médico são as prioridades, além da ajuda financeira.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a População (Fnuap), os maiores índices de explosão demográfica estão nos países do Terceiro Mundo (América Latina, Ásia e África).
Para tentar conter o crescimento populacional, muitos governos recorreram a programas de planejamento familiar, mas mesmo assim, segundo a ONU, só será possível conseguir resultados positivos nesse sentido daqui a muitas décadas. E o pior é que, como o número de jovens em idade para trabalhar chegará a 700 milhões, até 2010, a carência de postos de trabalho deverá bater na cifra de um bilhão de postos de trabalho no mundo.
A exceção em matéria de crescimento da população é a Europa, onde se prevê uma queda de 729 milhões de habitantes, hoje, para 700 milhões em 2025.

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