Terra pode ser usada na reforma agrária
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terça-feira, 23 de fevereiro de 1999
Por Sônia Cristina Silva 
Brasília, 24 (AE) - As terras envolvidas no "escândalo da mandioca", em Floresta (PE), pode ser usadas na reforma agrária. Hoje a secretária de Administração e Patrimônio, Cláudia Costin, anunciou a transferência, em 30 dias, para o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) dos primeiros 1,3 milhão de hectares de terra. O Incra avalia que 25 mil famílias poderão ser assentadas.
O Incra ainda vai avaliar a utilidade da área para a reforma agrária, mas Claúdia Costin lembrou que a região já havia passado pelo crivo do Banco do Brasil quando foi concedido financiamento para a produção de mandioca na região. Segundo a secretária, em alguns meses, o Incra poderá receber do patrimônio da União outra área com a mesma extensão. "Os hectares restantes ainda não foram transferidos porque estão passando pelo processo de identificação, demarcação e regularização", explicou Cláudia.
"A transferência de parte dessa área é, para nós, como se a justiça estivesse sendo feita", afirmou a secretária, lembrando a morte do procurador da República, Pedro Silva, assassinado enquanto investigava o escândalo.


