Londrina - O transporte coletivo de Londrina pode sofrer a retirada gradual dos cobradores nos veículos utilizados para transporte de passageiros em todas as linhas e horários de escala, durante todos os dias da semana, inclusive feriados.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, informa que nenhuma empresa terá autorização para efetuar a retirada dos cobradores de forma autônoma. ''Nós começaremos a retirar os cobradores em linhas que possuam baixa demanda de acordo com estudos técnicos'', garantiu.
Segundo ele, o estudo para a retirada gradual dos cobradores vem sendo realizado desde 2006 e deve ser implementado aos poucos. ''Existem linhas que percorrem todo o trecho e registram a cobrança em dinheiro de apenas quatro passagens'', comentou.
Nadai explica que os cobradores não serão prejudicados, uma vez que serão contemplados pelo plano de cargos e salários das emmpresas e assumirão postos como motoristas e fiscais. Ele explica que atualmente as empresas dispõem de 350 cobradores e que a despesa com pessoal corresponde a 47% da composição da tarifa. ''Futuramente será possível até uma redução do preço da passagem de ônibus'', projetou o presidente da CMTU.
Nadai explica que as linhas mais movimentadas provavelmente manterão os cobradores para não sobrecarregar os motoristas. Os termos aditivos aos contratos de concessão foram publicados no Jornal Oficial do município, permitindo a Transportes Coletivos Grande Londrina Ltda e a Londrina Sul Transporte Coletivo Ltda. (Londrisul) o direito a retirada dos cobradores.
O texto diz ainda que caberá à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) a realização de estudo prévio de viabilidade e a definição das linhas e horários em que se efetivará a retirada dos cobradores.
O termo aditivo ressalva que as demais cláusulas e condições do contrato de concessão originário permanecerão inalteradas desde que não contrariem as disposições de ajuste.
A assessoria de imprensa do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Metrolon) informa que se pronunciará depois de tomar conhecimento do teor integral do termo aditivo.
A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttrol) também foi procurada, mas a secretária da instituição informou que todos estavam viajando e nenhum deles pôde atender a reportagem. Ela se recusou a fornecer os telefones dos dirigentes. A reportagem pediu para que a secretária entrasse em contato com os dirigentes para fornecer o contato da redação, mas até o fechamento da edição não houve retorno.

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