Londrina - O Terminal Urbano de Londrina contará com uma ambulância de apoio do Samu a partir de 1º de junho. A decisão foi tomada ontem durante reunião entre representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Secretaria Municipal de Saúde e Samu com o promotor do Direito do Consumidor e do Idoso, Miguel Sogaiar. A ambulância, no entanto, vai atender ocorrências em outros pontos da cidade, não sendo uma base exclusiva do terminal.
A secretária municipal de Sa© úde, Ana Olympia Dornellas, explicou que o Samu passará por um processo de descentralização, o que já acontece em grandes centros. ''Devido ao aumento da demanda e à complexidade dos casos atendidos em Londrina, é necessário que o serviço seja descentralizado'', argumentou. De acordo com ela, a ambulância de apoio vai melhorar a qualidade das informações repassadas para a Central de Regulação do Samu quando forem registrados casos no terminal.
A secretária ressaltou ainda que os funcionários do terminal e da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) vão fazer curso de primeiros socorros. Também serão treinados para utilização do aparelho desfibrilador, que fica disponível no local.
Outra alteração, segundo ela, é que o terminal passará a contar com um técnico de segurança de trabalho ou um auxiliar de enfermagem para oferecer atendimentos primários e atuar na prevenção. ''Acredito ser importante a atuação desse profissional, especialmente nos horários de pico'', destacou.
Sobre a estrutura para receber a ambulância, a secretária informou que a CMTU se comprometeu a reservar um espaço adequado. O gerente do Samu, Elândio Cléber Câmara, fará uma visita hoje no terminal para verificar se o local tem condições de receber o veículo. ''Precisamos de uma sala de fácil acesso, que conte com uma maca, uma cama, telefone e rádio para se comunicar com a central'', detalhou.
Para o promotor Miguel Sogaiar, a preocupação maior deve ser com o consumidor do transporte coletivo. ''Os usuários estavam desamparados, mas vão começar a receber um outro tratamento'', salientou. Ele destacou que a CMTU, Secretaria de Saúde e Samu assinaram um termo de compromisso com a promotoria. ''Acredito que vão tomar as providências cabíveis para cumprir com o que ficou combinado'', disse.
De acordo com o promotor, a morte de Zilda de Miranda Bezerra, que passou mal no terminal e não resistiu enquanto era levada para o hospital por um parente, devido a suposta demora no atendimento do Samu, está sendo apurado pela Promotoria de Saúde Pública. A família registrou boletim de ocorrência, alegando que Zilda não recebeu socorro adequado.

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