Terminal fechado causa transtorno
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina Quem retornava do trabalho no fim da tarde de ontem, mais uma vez, sofreu para chegar em casa. Com o fechamento do Terminal Central durante a manifestação do Movimento Passe Livre, por volta das 17h40, muitos passageiros tiveram que caminhar até 10 quadras para pegar o ônibus nos pontos do centro. Sem ter como controlar quem havia pagado a tarifa, não houve cobrança. Alguns usuários do terminal, porém, permaneceram sentados sem receber informações. O local só foi reaberto perto das 20 horas.
A dona de casa Geni Alves da Rocha, de 57 anos, havia saído de uma consulta médica e, operada do joelho recentemente, foi orientada a caminhar por cerca de 800 metros pela Avenida Leste-Oeste para tomar o ônibus para o Conjunto Maria Lúcia (zona norte). "Já temos muitos problemas, agora mais isto. Será que não enxergam que só o povo está sendo prejudicado?". A estudante Susana Oliveira, de 20 anos, aguardava o ônibus para o cursinho e também se revoltou com o transtorno. "Já chegou no limite da paciência. Há outras formas de protestar", reclamou. Houve fila para conseguir informações no terminal.
De acordo com os manifestantes, em momento algum eles pretendiam fechar o local e o bloqueio das saídas se daria apenas enquanto o sinal estivesse fechado. "É importante a população saber que não somos os responsáveis por todo este transtorno. Nosso objetivo não é penalizar a população", ressaltou Murilo Pajolla, do Movimento Passe Livre.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Alberto Geirinhas, assumiu que a ordem partiu da companhia. "Temos que priorizar a segurança acima de tudo. Nosso receio era a presença do grupo mascarado que, felizmente, desta vez não apareceu. Mas não tínhamos como prever", justificou.
Mesmo com os transtornos, Geirinhas considera que a estratégia adotada é a "solução mais prática". A CMTU não tem um plano alternativo para executar durante os protestos. O diretor de Trânsito da CMTU, Arnaldo Sebastião, controlou o tráfego de veículos do local. Conforme os manifestantes avançavam, as ruas eram bloqueadas. "É uma operação difícil, porque é imprevisível. Temos que ficar sempre atentos."


