SÃO PAULO - Após 94 horas de rebelião, os presos da Cadeia Pública de Praia Grande (DACAR-10) libertaram ontem, pela manhã, os carcereiros Flávio José Pedrosa e Fernando Lima Amparo, que mantiveram como reféns, desde às 11 horas de domingo passado, quando iniciaram o movimento. Em contrapartida, a polícia providenciou a transferência de 30 presos, por volta das 8h30, para o presídio de Samaritá, em São Vicente, fazendo com que os rebelados voltassem às celas, às 10h30 de ontem, e colocassem um ponto final no protesto.
De acordo com Fábio Dal Mas, delegado-chefe do Grupo Especial de Resgate de São Paulo (GER), que participou das negociações realizadas no dia anterior, a situação no DACAR-10, ontem à tarde, era de calma já que os presos estavam nas celas e mais 25 detentos foram removidos para outras penitenciárias, por volta das 15h30. ‘‘Dez deles foram para a Casa de Detenção de São Vicente, outros dez para a Detenção de São Paulo e os cinco restantes para a Penitenciária de Mirandópolis’’, comentou.
Os amotinados passaram por perícia médica e segundo o policial todos estavam bem. O estabelecimento penitenciário também foi vistoriado por técnicos, mas ontem não havia condições de avaliar os custos dos danos materiais decorrentes da destruição provocada pelos detentos.
Os resultados serão divulgados na próxima semana, quando deverá ficar pronto o laudo a ser elaborado pelos técnicos que participaram da vistoria. Os presos, durante os cinco dias de rebelião, destruíram além do telhado, todas as instalações administrativas do presídio, inclusive o sistema de encanamento, responsável pelo fornecimento de água. Para terminar com o movimento, os presos exigiram também o afastamento do diretor do Dacar-10, Décio Yoshitaro Yamaoka, acusando-o de maus-tratos. Yamaoka foi substituído ontem.

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