Termina rebelião em Goiânia
Goiânia, 15 (AE) - A rebelião na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Goiás, em Aparecida de Goiânia, chegou ao hoje fim às 10 horas. Foram 20 horas de tensão e quebra-quebra aquele que deveria ser o maior e mais seguro presídio do Estado. A inconsistência da pauta de reivindicações e a desorganização do motim foram as principais causas para o fim do movimento.
O desfecho foi possível depois de uma reunião entre o secretário de Segurança Pública, Demóstenes Xavier Torres, e uma comissão de presos. "Algumas das reivindicações deles foram justas, como a abertura do novo pavilhão", disse o secretário. Ele lembrou que o bloco 4 do presídio estava "encostado", e prometeu inaugurar a nova unidade em 15 dias.
"Isso vai aumentar em 170 o número de vagas do presídio." Os quatro reféns -- duas professoras, conhecidas até agora apenas como Tânia e Adriana, e dois carcereiros, identificados por Joel e Roney, foram libertados sem ferimentos depois de passar uma noite de terror, constantemente ameaçados por facas e chuchos.
Para Demóstenes, a rebelião foi arquitetada pelos irmãos Oliveira -- os sequestradores de Wellington Camargo. A maior evidência disso foi um pedido, entre as reivindicações dos presos, para que os sequestradores fossem transferidos do bloco 2 -- onde ficam mulheres e presos de menor periculosidade -- para o bloco 1, local da rebelião.
"Os sequestradores arquitetaram tudo", disse Demóstenes. "Se atendéssemos a esse pedido, os irmãos Oliveira teriam a chence de comandar uma ala perigosíssima do presídio."





