Curitiba- O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) no Paraná tem prazo até hoje para encaminhar ao Ministério Público (MP) federal um relatório sobre as atividades que estão funcionando em todo o Estado com a paralisação dos servidores públicos federais, que começou no dia 20 de abril. A intenção é analisar os dados remetidos e ver se existe a necessidade de ajuizar uma ação contra os servidores para fazer com que os serviços essenciais, como pedidos de aposentadoria, renovação de benefícios e avaliação médica para retorno ao trabalho, sejam mantidos.
''A população não aguenta mais ficar sem os serviços do INSS, que são essenciais. A greve desse setor não é regulamentada, mas é necessário que os serviços sejam mantidos porque muitos trabalhadores precisam desses recursos para manter suas famílias'', ponderou o procurador da República, Sérgio Cruz Arenhart. Ele garantiu que o MP vai atuar de forma firme para garantir o atendimento aos paranaenses.
A assessoria de imprensa do INSS informou que o relatório já foi encaminhado ontem para o MP. Entre as explicações que foram repassadas estão o fato de que apenas três agências estarem completamente paradas no Paraná: Cascavel, Apucarana e Arapongas. Nestas agências, nenhum tipo de atendimento está sendo realizado. Em outras 17 agências espalhadas pelo Estado, o atendimento é parcial. Apenas estão sendo realizados os atendimentos para auxílio-doença, pensão por morte, auxílio-acidente, salário-maternidade e desbloqueio de pagamento.
Somente os pedidos de auxílio de acidente representam 40% do movimento total das agências do INSS. Não são atendidos os pedidos de aposentadoria, contagem por tempo de serviço, arrecadação e certidão negativa de débitos. Na região de Curitiba, apenas funcionam normalmente as agências de Paranaguá (litoral) e Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana). Em Londrina, as agências Centro e Shangri-lá atendem parcialmente. Dos 1,6 mil servidores do INSS, apenas 294 estariam em greve no Paraná.

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