Foz do Iguaçu - Acabou ontem o isolamento dos cinco agentes e um delegado que estavam ''ilhados'' desde sexta-feira por serem testemunhas de acusação no processo que investiga um esquema de contrabando em Foz do Iguaçu. A incomunicabilidade deles terminou com o último depoimento colhido.
As duas últimas testemunhas liberadas foram o agente Sabino José da Silva Giulianni, e o chefe do Núcleo de Inteligência, Augusto da Cruz Rodrigues. Duas outras testemunhas de acusação, um fiscal e um vigilante da Receita Federal, que não foram isolados, deveriam ser ouvidos ontem à noite.
O delegado-chefe interino da PF, em Foz, Marco Antônio Farias, e cinco agentes foram isolados na Associação dos Magistrados do Paraná na sexta-feira à tarde. Previsto para ser o último a depor, Farias acabou sua audiência antecipada e foi liberado anteontem à tarde.
A atitude gerou protesto da Superintendência da PF no Paraná, que encaminhou um pedido à Corregedoria da Justiça Federal, em Porto Alegre, solicitando a derrubada da decisão da juíza Alessandra Gunther Favaro. ''Não tenho conhecimento de uma medida dessa amplitude de isolamento (72 horas)'', comentou Farias.
O conteúdo dos depoimentos está sob segredo de justiça. A Operação Sucuri resultou na prisão de 27 policiais federais, dois policiais rodoviários, quatro fiscais da Receita Federal e dez atravessadores de mercadorias do Paraguai para o Brasil, em março deste ano. Os agentes públicos são acusados de facilitar o contrabando. Dos 43 detidos, oito suspeitos foram liberados.
Parte deles já teve pedido de liberdade provisória negada pelo Tribunal Regional Federal (TRF), da 4 Região, em Porto Alegre. O desembargador federal Élcio Pinheiro de Castro, relator dos habeas corpus no tribunal, entende não existir, no momento, razão suficiente para revogar as prisões provisórias decretadas em Foz.

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