A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou ontem um balanço da economia de energia obtida com a implantação do horário de verão que termina à meia-noite de hoje. Com a 27ª edição do horário de verão, houve uma redução de 4% na demanda de energia em todo o País no sistema interligado brasileiro, o que corresponde a 2.100 MWh/h. A redução total no consumo de energia foi de 1,1%, o que representa 434 MW médios. No Estado de São Paulo, a redução na demanda foi de 6,3%. A maior redução na demanda, de 11%, foi verificada no Distrito Federal. Na Bahia, único Estado do Nordeste a aderir ao horário de verão, a redução na demanda foi de 4,4%, o que representa 80 MWh/h.
O horário de verão começou no dia 8 de outubro do ano passado e foi implantado nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e nos estados da Bahia e Tocantins. No sábado, à meia-noite os relógios devem ser atrasados em uma hora. Segundo o diretor da Aneel, Jaconias Aguiar, o horário de verão é de ‘‘fundamental importância’’ porque beneficia o País, já que é feito o melhor uso da energia elétrica. Entre os benefícios, segundo ele, estão o menor carregamento dos sistemas de transmissão e suprimento, a redução no despacho de geração térmica e o adiamento de investimentos em geração e transmissão.
Os dados divulgados pela Aneel foram fornecidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Os resultados definitivos serão divulgados no próximo mês.
A definição dos Estados que vão participar da próxima edição do horário de verão (2001/2002) vai depender de consulta aos governadores. A inclusão exigirá o aval, por escrito, dos governadores. O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Jaconias de Aguiar confirmou, ontem, que o Ministério de Minas e Energia fará a consulta em agosto.
A nova edição do horário especial deve começar em outubro. Este ano, por causa da posição contrária da população, quase todos os Estados do Nordeste ficaram de fora da mudança de horário.
Para o diretor da Aneel o consumidor é o maior beneficiado com a economia de energia, pois o aumento de demanda exige investimentos das empresas fornecedoras depois repassados às tarifas.

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