Termina greve; sindicato deverá recorrer à Justiça
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quinta-feira, 03 de agosto de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
O Sindicato dos Petroleiros do Paraná (Sindipetro) pretende recorrer à Justiça comum e à trabalhista para tentar reverter a demissão e suspensão dos funcionários que, de acordo com a Petrobras, teriam envolvimento no vazamento de 4 milhões de litros de petróleo, ocorrido no mês passado. Essa decisão foi tomada durante a assembléia da categoria, realizada ontem, que decidiu também pela interrupção da greve, iniciada na quarta-feira.
A Petrobras anunciou anteontem a decisão de punir 12 funcionários pelo vazamento de óleo. Apesar da decisão do retorno às atividades, há uma nova data para paralisação no setor, que vai acontecer em todo o Brasil no próximo dia 9.
Os petroleiros da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, voltaram ontem ao trabalho por volta das 16 horas. Quarenta funcionários renderam um grupo de trabalhadores, que entraram às 7h30 de quarta-feira e que teriam que ter saído às 15h30 do mesmo dia.
Foi desgastante para quem ficou, mas todos entenderam os motivos da manifestação, afirmou diretor do Sindipetro, Jaime de Oliveira Ferreira.
Ferreira informou que, ao todo, 120 dos 586 funcionários deixaram de trabalhar, aderindo à paralisação. Não houve represália, de acordo com o sindicalista, por parte do superintendente provisório, Paulo Rosas. Todos os trabalhadores que entraram na refinaria receberam um panfleto, informando que a categoria deve entrar em greve no dia 9.
Quanto ao ex-superintendente Luiz Valente Moreira, a assessoria de imprensa da refinaria afirmou que ele tirou férias, após o anúncio da exoneração. Boatos dentro da Repar dão conta que ele deverá assumir o cargo de superintendente em outro Estado.


