Ribeirão Preto, 7 (AE) - Os trabalhadores da Volkswagen na unidade de São Carlos decidiram hoje (07) em assembléia em frente à fábrica voltar às atividades após greve iniciada na sexta-feira, apesar de não verem acatada sua principal reivindicação de equiparação do piso salarial pago em São Carlos
R$ 450,00, ao piso pago em São Bernardo do Campo, R$ 800, o que representaria um aumento de 78% .
Durante a assembléia, que contou com a presença do vice-presidente de Recursos Humanos da empresa, Fernando Tadeu Perez, os trabalhadores aceitaram a proposta de reajuste salarial de 5% para quem recebe até R$ 800,00 e de R$ 40, 00 fixos para os salários acima deste valor.
Além do reajuste, a fábrica também concordou em conceder abono salarial de R$ 326,00, equivalentes à inflação acumulada no período de novembro de 97 a outubro de 98, de 2,98%. Os trabalhadores também receberão junto com o abono, no dia seis de agosto, a antecipação de R$ 500,00 fixos referentes à participação no resultado da empresa. Segundo Perez, a incorporação dos 5% ao salário se refere à inflação não repassada na data base de novembro de 97. Ele disse ainda que a reivindicação do setor para equiparação salarial seria inviável por "fugir dos valores existentes hoje na região".
Para Perez, o acordo mantém os salários da fábrica de motores de São Carlos compatíveis com a realidade do mercado local. Os dirigentes da CUT que estavam intermediando as negociações não comentaram a decisão dos trabalhadores. Segundo a assessoria de imprensa da empresa em São Carlos, apenas 47 dos 450 funcionários não aderiram à greve. Pelo menos 4.500 motores destinados ao Gol e Parati deixaram de ser produzidos no período de paralisação, mas a asssessoria informou que o número é insuficiente para comprometer os estoques da empresa.

mockup