Porecatu- Em assembléia realizada em frente à Praça da Igreja Matriz, no centro de Porecatu (Norte do Estado), os prestadores de serviços terceirizados de transportes para a Usina Central Paraná aceitaram receber em três parcelas os R$ 4,250 milhões em salários atrasados desde novembro do ano passado. O acordo deve esfriar uma crise que já se arrastava desde o início do ano e deve servir como moeda de troca também para o Grupo Atalla, proprietário da empresa, que estaria negociando o arrendamento da empresa.
Segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Londrina e Região (Sindicam-Lda), Carlos Roberto Dellarosa, os trabalhadores decidiram, em votação secreta e apertada, aceitar a proposta costurada entre a empresa e os secretários estaduais Luiz Guilherme Mussi e Rafael Iatauro na quinta-feira. A direção da usina se compromete a pagar R$ 1,750 milhão na próxima terça, R$ 1,250 milhão no dia 15 e R$ 1,250 no dia 30. O sindicalista avisou que se o acordo não for cumprido, os trabalhadores param completamente na semana que vem.
O gerente administrativo da Usina, José Aparecido Batinga, comentou que muitos trabalhadores devem voltar hoje ao trabalho. Os demais na segunda e terça-feira. ''Agora a situação tende a se normalizar'', comemorou. Há cerca de 10 dias, a empresa já havia contornado a greve dos cerca de três mil funcionários que estavam com dois meses de salários atrasados.
Questionado se o Grupo Atalla estaria negociando um possível arrendamento da usina, Batinga argumentou que não se manifestaria em cima de boatos. No entanto, Dellarosa e outras fontes da FOLHA apontaram que pelo menos dois grupos empresariais estariam interessados na usina. A medida poderia pôr fim à ameaça do Governo do Estado de intervir na empresa em razão do acúmulo de dívidas e problemas trabalhistas.

mockup