Curitiba - Depois de quatro dias terminou ontem a greve dos médicos do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Durante o período, a instituição realizou apenas 32 cirurgias eletivas, sendo que o volume normal seria de 160 procedimentos. Além disso, cerca de 4 mil atendimentos terão que ser remarcados.
Cerca de 300 de um total de 329 profissionais do sistema público federal cruzaram os braços em protesto contra a Medida Provisória (MP) nº 568/2012, que reduz os salários dos médicos. Todos os serviços voltam ao normal hoje.
A categoria reclama que a MP editada no último dia 11 e que ainda vai passar pelo Congresso, vai reduzir os vencimentos dos médicos. Além disso, os adicionais de periculosidade e insalubridade teriam um valor absoluto fixo, em vez de corresponderem a até 20% do salário.
''A paralisação acabou, mas ainda estamos em estado de greve, ou seja, aguardando um parecer do governo em relação às mudanças sobre a correção dos salários e horas semanais incluídos na MP. Dependendo da resposta, vamos avaliar a possibilidade de nos mobilizarmos novamente'', explicou o chefe do Setor e Urgência e Emergência do HC, Eduardo Ferreira Lourenço. Quem não foi atendido terá que remarcar as consultas pelos telefones (41) 3360-1833 ou (41) 3360-1800.
Docentes
A paralisação dos professores das instituições federais completou ontem duas semanas, e já atinge 44 universidades em todo o Brasil, segundo o último balanço do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). No Paraná, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e a Universidade Técnológica Federal do Paraná (UTFPR) estão com grande parte das aulas suspensas. As três instituições possuem cerca de cinco mil docentes e mais de 50 mil estudantes.

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