A greve da Polícia Militar do Tocantins terminou ontem, depois que representantes dos Ministérios Público Federal e Estadual negociaram a rendição de 13 soldados e sargentos que estavam na liderança do movimento. A paralisação durou 12 dias e resultou na tomada do quartel do 1º Batalhão da PM pelos grevistas. Os presos ficarão provisoriamente no prédio da Procuradoria de Justiça do Estado, mas o governador do Tocantins, José Siqueira Campos
(PFL) afirmou que todos os manifestantes serão punidos.
As negociações entre os promotores de Justiça, procuradores federais e grevistas começaram na noite de anteontem, depois que o desembargador negou habeas-corpus para os 13 comandantes da greve. Das conversas participou também o comandante militar do Planalto, general Sérgio Mariano Cordeiro, que se ofereceu para dialogar com os PMs em greve, garantindo que nenhum deles, ou suas famílias sofreriam retaliação ou humilhação do Exército.
O acordo foi reforçado ontem com a chegada de representantes de entidades de classe dos Policiais Militares de Brasília e São Paulo. Mas a decisão só foi selada quando o general Cordeiro se dispôs a conversar com os grevistas, ainda pela manhã, no 1º BPM. O general, que chegou desarmado e com apenas dois auxiliares, foi aplaudido pelos militares e suas famílias.
Na conversa, de pouco mais de uma hora, foi decidido que os 13 PMs que estavam com a prisão preventiva decretada seriam retirados do quartel em um ônibus e escoltados por dois carros do Exército até a sede da Procuradoria de Justiça. O desfecho foi por volta das 16 horas, quando o general Cordeiro voltou novamente ao local para confirmar as garantias dadas anteriormente. Os 13 presos foram transferidos para o Ministério Público Estadual, onde chegaram sob aplausos.

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