Brasília, 11 (AE) - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, terminou há instantes sua exposição à comissão especial mista do Congresso encarregada de analisar a medida provisória que fixou em R$ 151,00 o salário mínimo. Ele repetiu discursos anteriores feitos ante a mesma comissão pelos ministros Pedro Malan (Fazenda) e Waldeck Ornélas (Previdência) contra um reajuste maior do mínimo. Falou das dificuldades do governo e disse que este, para conceder um aumento maior, precisaria contar com uma fonte permanente de recursos.
Segundo Martus Tavares, conceder um salário mínimo maior do que R$ 151,00 seria uma decisão política e para efetivá-la seria necessário ou aumentar impostos ou cortar recursos destinados a programas sociais e a programas de desenvolvimento. Mas o governo, segundo o ministro, não quer fazer nada disso de forma irresponsável, e a sociedade, hoje, não aceita mais aumento de impostos. Tavares observou ainda que o governo, embora contando com um orçamento limitado e não querendo aumentar impostos, já aumentou o mínimo para além de sua previsão inicial de R$ 145 00.
No entender do ministiro, seria uma irresponsabilidade conceder reajuste sem cobertura, pois isso criaria novos desequilíbrios nas contas públicas e inflação, o que abortaria a retomada do crescimento e poderia causar um retrocesso. No reinício dos trabalhos, a comissão especial mista analisa a decisão do governo de antecipar para amanhã, provavelmente, a reedição da medida provisória do mínimo.

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