Termina agonia de paranaenses
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Terminou, ontem de manhã, a agonia de familiares do paranaense Natalino Costa, 39 anos, 1º sargento do Exército brasileiro e integrante da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti: o oficial fez contato telefônico com os pais, que moram em Campinas (SP), e disse que está bem. A informação é do irmão do oficial, o comerciante Roberto Costa, 49, que, em entrevista à FOLHA, anteontem, relatara a preocupação diante do terremoto da última quarta-feira e da falta de notícias do irmão.
Costa passou a maior parte da vida em Rancho Alegre (60 km a oeste de Cornélio Procópio), onde hoje vive Roberto, de quem é sócio em uma pequena torrefação - mas nasceu, na verdade, em Londrina. Na outra cidade, conciliava o trabalho como boia-fria nas lavouras de soja com os estudos, à noite, até ingressar no Exército. Do Amazonas, há oito anos, conseguiu a transferência para o município do interior paulista - onde vive com os pais em uma casa cedida pelo quartel.
Mais aliviado, ontem, Roberto afirmou que o sargento ligou de manhã para os pais - ambos, perto dos 70 anos - e, rapidamente, contou não só que estaria bem, como também um pouco do cenário em Porto Príncipe, cidade haitiana devastada pelo terremoto. Costa está na missão desde julho do ano passado.
''Ele conversou com meus pais, os tranquilizou, pois meu pai está tomando remédio para pressão, e falou do pandemônio que está lá, socorrendo vítimas, a 'mil por hora''', relatou o comerciante, segundo o qual o militar teria confirmado, ainda, que não retorna mais ao Brasil no final deste mês, como estava previsto - resultado da suspensão do rodízio de oficiais determinado, anteontem, pelo Exército, onde o londrinense é membro da Primeira Brigada da Infantaria Leve.
Ontem, no final do dia, o Centro de Comunicação Social do Exército confirmava, em nota oficial, a morte de 14 oficiais e o desaparecimento de outros quatro.


