Brasília, 15 (AE) - Uma das primeiras mensagens que o presidente deverá encaminhar ao Congresso, na reabertura dos trabalhos Legislativos deste ano, será a nomeação da economista Tereza Grossi para a Diretoria de Fiscalização do Banco Central no lugar de Luiz Carlos Alvarez, que deixou suas funções durante os trabalhos da CPI dos Bancos, por críticas ao relatório. O nome da Tereza Grossi será submetido à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e ao plenário da Casa.
A primeira tentativa de nomear a economista do Banco Central fracassou por falha de articulação política do governo no Senado, onde o nome de Tereza encontrou resistência por parte do relator da CPI dos Bancos, senador João Alberto (PMDB-MA). Embora o nome de Tereza sequer tenha sido relacionado no relatório final da CPI, o senador João Alberto alegou, na época, que o nome de dela havia sido incluido em um processo aberto no Ministério Público.
Apoio - A economista Tereza Grossi foi um dos funcionários do Banco Central ouvidos pela CPI dos Bancos durante as investigações a respeito de suposta divulgação de informação privilegiada aos bancos Marka e FonteCindam. O desempenho dela na CPI surpreendeu os senadores e foi considerado tecnicamente de alto nível. A insistência do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, no nome de Tereza Grossi se deve as suas características, uma profissional de carreira do BC com conhecimento das normas e legislação do sistema financeiro e uma longa experiência desenvolvida nesta área.
O presidente Fernando Henrique Cardoso assumiu, pessoalmente, as articulações com o Senado para que seja aprovada a indicação de Tereza Grossi. A nova iniciativa de indicação encontra, agora, receptividade entre os líderes da maioria governista no Senado. Como as maiores resistências se situavam no PMDB, que criou a CPI dos bancos e havia indicado o relator, o governo desenvolveu um esforço maior para convencer o presidente e líder do PMDB, Jader Barbalho. A última conversa entre o presidente Fernando Henrique e Jader ocorreu na semana passada.

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