Teresina vai construir fossas sépticas na periferia para conter avanço da meningite
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2000
Por Cláudio Barros, especial para a AE 
Teresina, 28 (AE) - O governo do Estado e a prefeitura de Teresina anunciaram hoje que pretendem construir o mais rápido possível fossas sépticas na periferia da capital piauiense para conter o avanço da meningite viral, transmitida através das fezes de pessoas contaminadas. Desde outubro, mais de 500 casos da doença foram notificados em Teresina. Cerca de 15 mil domicílios da periferia da cidade não dispõem de qualquer tipo de fossa ou banheiro.
O governador Francisco Moraes, o Mão Santa (PMDB), exigiu que a companhia de saneamento do Estado (Agespisa) faça ligações de esgotos nas áreas onde a rede já existe. Há muita resistência ao uso da rede de esgotos porque o custo é elevado. O governador determinou, ainda, que a empresa estude a redução da tarifa para as famílias carentes. Hospital - Enquanto o governo e a prefeitura anunciavam a disposição de construir fossas e até de lançar cloro em lagoas situadas em bairros da periferia, o Hospital de Doenças Infecto-Contagiosas continuava hoje lotado e sem vagas para novas internações. Para piorar o quadro, o diretor do Hospital da PM, coronel Walke Prado, disse que não receberia pacientes com meningite viral porque não teria como isolá-los adequadamente, o que poria em risco as outras pessoas internadas. Mas o secretário da Saúde, Paulo Lages, assegurou que os pacientes acometidos pela doença serão levados para o HPM.


