Rio - Um plano do traficante Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, para matar Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e seus cúmplices mais próximos teria sido a causa da rebelião de anteontem no presídio Bangu 1, no qual Uê e três comparsas foram assassinados. Segundo a Polícia Civil, Celso Luiz Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, traiu Uê, com quem dividia o controle da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), e alertou Beira-Mar. Essa seria a razão para o criminoso ter sido poupado sem um arranhão da chacina. A rebelião, que acabou às 7 horas de ontem, com quatro mortos e um ferido - marca o fim de uma era no tráfico do Rio de Janeiro. O assassinato de Uê e de seus cunhados Carlos Alberto da Costa, o Robertinho do Adeus, e Wanderlei Soares, o Orelha, além de Elpídio Rodrigues Sabino, o Robô, líderes da ADA, provocou uma fusão forçada da facção - agora chefiada por Celsinho - com o Comando Vermelho, sob a liderança de Fernandinho Beira-Mar. Depois dos tiros, os presos lançaram colchões em chamas sobre Uê, cujo corpo ficou completamente carbonizado.
''O Terceiro Comando virou purpurina. O Celsinho agora é Comando Vermelho. ADA e CV são um só. Vai ter paz no Rio'', disse um preso a jornalistas, por uma fresta no muro do presídio, uma hora depois da rendição.

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