Terceirizados da limpeza cruzam os braços
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terça-feira, 17 de março de 2015
Adriana De Cunto <br>Reportagem Local 
Curitiba - Os trabalhadores que fazem a coleta e varrição de rua em Curitiba entraram em greve ontem por tempo indeterminado. A assembleia que decidiu pela paralisação dos 2,5 mil funcionários aconteceu pela manhã, diante da empresa Cavo, no bairro Rebouças. A Cavo é a concessionária do serviço na capital paranaense. Coletores de lixo, varredores, roçadores e serventes reivindicam melhores condições de trabalho e aumento de 20% nos salários e 30% nos tíquetes para alimentação.
Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco), a Cavo ofereceu reajuste salarial de 7,7% em março e mais 1,3% em setembro nos salários e 10% de reajuste nos tíquetes. O menor salário é o de servente e corresponde a R$ 945,94. O maior é o salário é o dos coletores de lixo domiciliar, R$ 1.118,26.
Por meio de sua página na internet, a prefeitura de Curitiba pediu à população que evite colocar os resíduos na rua até pelo menos 48 horas após o próximo dia e horário previstos para coleta. Um planejamento especial foi montado para minimizar os impactos da paralisação. Caçambas adesivadas pelo Departamento de Limpeza Pública estão disponíveis nos terminais de transporte coletivo para receber resíduos levados pela população, mas a orientação é para que, sempre que possível, os resíduos sejam retidos em casa até que a situação se normalize ou que seja definida a escala de coleta emergencial nos bairros. A Prefeitura também solicitou formalmente à Cavo garantias da implantação das medidas necessárias para o cumprimento do contrato, inclusive com a implantação de programa emergencial alternativo de coleta.
Em nota, a Cavo disse lamentar o início da greve e afirmou que nos últimos dez dias aconteceram diversas rodadas de negociação, mas todas as propostas apresentadas foram rejeitadas pelo sindicato. Segundo a empresa, foi apresentada na tarde de ontem uma proposta de reajuste salarial de 9% e 10% no vale alimentação. Ela também deve acionar a Justiça do Trabalho para garantir um mínimo de trabalhadores nas ruas.


