Terapia contra vitiligo reduz efeitos colaterais
PUBLICAÇÃO
domingo, 23 de julho de 2006
Agência Estado 
Rio- Doença auto-imune, caracterizada pela despigmentação da pele, o vitiligo está sendo tratado por meio de uma terapia ainda pouco conhecida, que dispensa o uso de medicação associada, reduzindo, assim, os efeitos colaterais e possibilitando a aplicação em crianças e gestantes, restrição imposta pela técnica de fototerapia tradicional. O método, que consiste em um banho de luz ultravioleta B narrow band (banda de baixa frequência) atua diretamente na área afetada.
Ao liberar o paciente do uso de uma droga oral, usada na terapia com raios ultravioleta A, conhecida como PUVA, o tratamento com UVB narrow band torna-se também mais prático, observa o especialista Absalom Filgueira, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Dermatologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
''É mais fácil porque a pessoa não precisa mais tomar o medicamento fotossensibilizante duas horas antes da sessão. E, depois, os cuidados exigidos com o sol são menores'', explica. A técnica será debatida durante o 14º Congresso Científico Internacional de Estética, em agosto, no Rio.
Segundo Filgueira, a luz atua destruindo as células de defesa (linfócitos) anormais, que, embora tenham como função atacar somente os agentes externos, acabam agredindo também elementos do organismo do paciente.
''No caso do vitiligo, eles atacam os melanócitos (células que produzem a melanina, responsáveis pela pigmentação da pele)'', detalha o coordenador, acrescentando que a doença atinge atualmente cerca de 1% da população.


