'Ter o marido ao lado é importante'
A coordenadora da Saúde do Adulto e da Saúde do Homem da Secretaria Municipal de Saúde, Juliana Marques, reconhece que são poucos os homens que acompanham suas mulheres durante as consultas de pré-natal. "Quando eu atuava nas unidades de saúde, dava para contar nos dedos de uma mão os pais que estavam junto nas consultas."
Nem sempre é por falta de interesse, destaca Marques. A dificuldade de conciliar os horários das consultas com o horário de trabalho dos parceiros obriga muitas mulheres a irem desacompanhadas aos exames de pré-natal.
O casal Jefferson Gilberto e Kely Priscila Hamada espera o primeiro filho, que deve nascer em agosto. Grávida de 38 semanas, Kely contou com a presença do marido em quase todas as consultas de pré-natal. Como Jefferson trabalha em escala 12x36, a mulher sempre tenta agendar as idas à UBS do União da Vitória (zona sul) quando ele está de folga.
Jefferson desconhecia o chamado pré-natal masculino, criado pelo Ministério da Saúde, mas desde o início da gestação de Kely cumpriu à risca o protocolo. Além de realizar os exames de sangue para detectar doenças como sífilis e HIV e de acompanhar as consultas da esposa, onde aproveita para esclarecer todas as dúvidas, ele também pesquisa sobre parto, aleitamento e já combinou com Kely que nas noites anteriores ao seu dia de folga os cuidados com o bebê ficarão sob sua responsabilidade para que ela possa descansar. "Eu sempre pesquiso. Gosto de estudar tudo por cuidado e preocupação com ela e com o bebê. Faço tudo para protegê-los. Cuido da alimentação dela e quero acompanhar o parto também", diz.
Para Kely, a atenção do marido durante esse período faz toda a diferença. "A mãe já fica mais emotiva durante a gravidez. Ter o marido do lado me dando força é muito importante. O casamento é isso, um ajudando o outro."(S.S.)





