Brasília, 17 (AE) - O presidente do PSDB, senador Teotônio Vilela Filho, disse há pouco que a Executiva Nacional do partido entende que, independentemente de se comprovar se o delegado João Batista Campelo torturou ou não o padre José Antonio Monteiro de Magalhães quando chefiava a Polícia Federal no Maranhão, em 1970, os fatos que se sucederam à nomeação do policial para a direção-geral da PF criaram "condições políticas desfavoráveis à sua permanência" no cargo.
"O partido não vai pedir a cabeça dele, pois não cabe ao PSDB nomear ou demitir ninguém, isso é papel dos ministros e do presidente, mas entendemos que Campelo ficou desprovido de condições para gerenciar a Polícia Federal", disse Vilela Filho. Ele fez as declarações ao final de reunião da Executiva, que divulgou uma nota oficial. A nota, entretanto, ao contrário do que haviam anunciado o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) e outros parlamentares tucanos, não faz menção à permanência ou não do delegado João Batista Campelo no cargo. Seu texto trata de outro assunto: manifesta a "integral solidariedade" ao deputado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), relator da proposta de emenda constitucional de reforma do Judiciário, cuja proposta de extinção da Justiça do Trabalho foi contestada pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), o que criou um confronto entre este a o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).

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