A FOLHA entrevistou usuários de orelhões no Calçadão de Londrina. O promotor de eventos Celso Rodrigues, 42 anos, é de Iepê (SP). Ele relatou que tem celular, mas que quando está fora da cidade onde mora recorre com frequência ao orelhão. "É mais barato. A gente tem de ver o que é mais econômico", justificou. Entretanto, ele fez críticas ao serviço. "Tentei uns cinco orelhões antes de conseguir ligar neste. Um tinha funcionado, mas a ligação caiu três vezes", reclamou.

A reportagem viu o segurança José Alves, 59 anos, tentar ligar em três aparelhos diferentes em uma fileira de orelhões. Sem sucesso, desistiu. "Às vezes, acontece de o cartão não ler", minimizou Alves. "Tenho celular, mas uso orelhão de vez em quando. É mais simples e o preço é mais razoável. É importante para a sociedade ter orelhão. Todo mundo depende dele", afirmou.

A Sercomtel informou que mantém parâmetros de 100% de disponibilidade da planta de orelhões sob sua responsabilidade, mas que existe uma margem de erro de dois pontos percentuais. Além disso, apontou que os usuários que constatarem um defeito podem entrar em contato por meio do telefone 103 43, e que nessas situações o problema é reparado em no máximo oito horas. A empresa salientou que em dias de chuva podem ocorrer mais problemas na planta de telefones públicos – quando a FOLHA realizou as entrevistas, estava nublado e havia chovido no dia anterior. (F.G.)

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