Trabalhando há seis anos com reciclagem de lixo, Maria de Fátima Trindade dos Santos, de 50 anos, consegue ''tirar'' de R$ 350 a R$ 400 por mês. Mas o fato de não usar equipamentos de proteção como botas, luvas e máscaras, já lhe custou alguns cortes nas mãos que, segundo ela, não tiveram consequências mais graves. ''Eu sei que a gente pode pegar doenças. Já tentei, mas não consegui trabalhar com luva. É muito ruim para mexer no lixo, principalmente para pegar papel'', diz.
Para Maira Teixeira Poças, de 20 anos, estudante do 7º período do curso de enfermagem, o melhor do projeto tem sido o contato com a comunidade. ''É muito importante a conscientização, a maioria não recebeu vacina e trabalha sem equipamentos de proteção'', afirma.
''O que a gente percebe é que a maioria não usa equipamento de proteção, mas trabalha de chinelo e roupas curtas, o que favorece acidentes com material perfuro-cortante'', aponta outra estudante, também do 7º período, Elizabeth Guerreiro, de 20 anos. ''E eles têm contato com todo tipo de lixo'', observa Marcella Benício Felipe, de 21 anos, também estudante.(C.P.)

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