Dois anos tentando engravidar sem sucesso fizeram a pedagoga Lucilene Marinozzi Bortolossi, de Maringá, procurar orientação médica. Depois disso, foram mais quatro anos, passando por três médicos, duas cirurgias e dezenas de injeções doloridas para tratar a endometriose. Nesse tempo todo chegou a desanimar e até a desistir, mas hoje o que conta mesmo são os filhos tão desejados - Pedro Roberto e Maria Fernanda, de 10 meses -que vieram depois da fertilização in vitro.
Lucilene conta que passou por duas induções de ovulação com medicamento oral e injeções e ''ficava naquela angústia, naquela ansiedade'' a cada tratamento. ''É um processo desgastante e eu já estava pensando até em adoção'', lembra. No último médico, ela e o marido, André, descobriram que a indução de ovulação não resolveria seu caso e partiram para a fertilização. E na primeira tentativa já veio a boa notícia: Lucilene estava grávida. ''Quando o ultrassom mostrou que eram gêmeos foi uma surpresa, foi muito bom, não dá para descrever'', conta.
Para as mulheres que estão passando por tratamentos e pelo processo desgastante de tentar engravidar sem sucesso, Lucilene recomenda: ''O importante é não perder a esperança. Para mim deu certo na primeira, mas nem sempre dá. Só dá certo quando você coloca nas mãos de Deus, aguarda e confia'', afirma.
Processo semelhante passou o casal Sabrina Schroeder de Assis e Aluízio Marques de Assis Júnior, de Maringá. Foram alguns anos desde que ela parou de usar anticoncepcionais até que o sonho se realizasse por meio da fertilização in vitro. E ele veio em forma de um 'trio': Mariana, Gustavo e Gabriel, de um ano e cinco meses, revolucionaram a vida do casal.
Mas antes que os trigêmeos mudassem toda a rotina da casa, Sabrina também passou pela angústia de tratamentos sem sucesso. ''Foram quatro tentativas de inseminação e é bem frustrante quando o resultado é negativo. O pior é a ansiedade, mas sempre achava que ia dar certo'', lembra. Cuidar de três não é fácil e a mãe precisa sempre de ajuda. ''Quando eles tinham três meses eu estava exausta, mas agora ficou bem mais fácil porque eles brincam, andam e dormem a noite toda. Valeu muito a pena''. (C.P.)

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